Altas Rotações com “Cheirinho a Competição”
A Ford Transit Van que corre no Transit Trophy não é um Clássico mas, os 45 anos de existência do modelo «Transit» foram uma das principais razões que nos motivou a convidarmos a QF-Lda a ceder-nos a sua viatura para estar exposta no 2º Encontro de CLÁSSICOS de Pedroso-Gaia, evento co-Organizado pelo ALTAS ROTAÇÕES.
Apesar dos sucessivos convites endereçados por Mário Quintaneiro (QF – Lda), quer em 2010, quer em 2011, nunca se proporcionou a deslocação ao Circuito Vasco Sameiro, para que eu efectuasse algumas voltas aos comandos da Transit Troféu.

Desta feita, uma série de acontecimentos acabaram por me colocar ao volante de uma outra Transit (que não a minha ‘vintage’ do dia-a-dia) bem diferente em todos os aspectos, até por se tratar de uma viatura vocacionada para competição.
Competição essa que deixei a meio da década de 90, depois dos meus principais patrocinadores terem optado por deixar o Rallycross Nacional após a conquista do título por alcançado na Divisão Principal em 1995. Daí para cá tenho tido, a breves espaços, a felicidade de conduzir algumas, poucas, viaturas de competição, mas esta experiência foi, de longe, bastante agradável!

O primeiro dia em que a conduzi não deu para muito, até porque estava mal ‘sentado’ mas, no segundo dia a experiência já valeu a pena. Apesar de estar em ‘via publica’, deu para perceber porque razão esta competição é interessante de seguir para quem está do lado de fora. Os 180cv da Transit Van, o poder de aceleração e o “disparo” que se sente em qualquer velocidade, aliados a uma magnífica suspensão e a um bom sistema de travagem, fazem-nos esquecer que estamos aos comandos de uma ‘carrinha’, a Diesel, vocacionada para o trabalho do dia-a-dia.
Depois veio a condução no traçado destinado ao “Slalom” dos Clássicos em Pedroso e, apesar do curto espaço disponível, veio a confirmação da capacidade de aceleração da Van. Com as barreiras de pneus nas respectivas posições, a Transit Van serviu para demonstrar aos concorrentes à prova o percurso da mesma e, a mim, para me surpreender pela agilidade demonstrada pela viatura, aos comandos da qual, sem qualquer pretensão de bater recordes ou marca de relevo, foi possível realizar um tempo que nos colocaria, facilmente, no Top5..da Geral da prova, sem tocar em qualquer das barreiras!
Tudo tem um princípio e um fim, e esta ‘curiosa’ viatura, que foi alvo dos olhares e perguntas dos milhares de visitantes ao 2º Encontro de Clássicos de Pedroso, e que serviu ainda para efectuar alguns, breves, co-drives com os Vice-Campeões Nacionais de Trial (Diogo e Rita Vieira) e outros VIP’s locais, lá teve que ser devolvida ao dono (QF-Lda), a quem daqui agradeço o facto de me ter possibilitado tornar a sentir um “Cheirinho a Competição”, por muito mal que essas emoções provoquem cá pelo interior deste vosso articulista.
OBRIGADO Mário!
N.D.R.: Artigo publicado na edição de 23/8/2011 do Jornal AUDIÊNCIA (Já ESGOTADA!)









