Alenquer revela projecto para Autódromo de Fórmula 1
A Assembleia Municipal de Alenquer dá, esta quarta-feira, interesse municipal a um projecto previsto para a Ota, de 45 milhões de euros, cujos investidores estrangeiros pretendem colocar o concelho na rota mundial do desporto motorizado.
O presidente da Câmara Jorge Riso (PS) e os vereadores José Catarino (CDU) e Nuno Coelho (PSD/CDS-PP/PPM/MPP) revelaram, em declarações à Agência Lusa, que os vários partidos vão votar a favor da proposta na assembleia municipal, depois de já ter sido aprovada por unanimidade pelo executivo municipal.
O projecto, cujo promotor é uma empresa de Torres Vedras, prevê a construção na Quinta da Ota de um centro de segurança rodoviária, com escola de condução defensiva e profissional, centro de desenvolvimento tecnológico ligado ao automobilismo, autódromo com circuitos automóvel (pista de fórmula 1) e todo-o-terreno, kartódromo e hotel de quatro estrelas, refere a informação enviada à câmara pelo promotor, a que a agência Lusa teve acesso.
O investimento de 45 milhões de euros tem financiamento estrangeiro assegurado e deverá criar cerca de três centenas de postos de trabalho directos, o que leva os autarcas a considerar “um projecto importante para o desenvolvimento do concelho”.
Os promotores pretendem “colocar Alenquer na rota internacional do desporto motorizado como destino de classe mundial”, dotando a região de actividades de animação “que levem a um aumento da estadia de turistas e a uma valorização da oferta hoteleira”.
Jorge Riso disse que a autarquia não aprovou ainda o projecto, mas tem vindo antes analisar os pedidos de informação prévia do promotor, a quem garantiu a construção das vias rodoviárias de acesso ao empreendimento, bem como as infra-estruturas de água e saneamento.
O autarca adiantou que o promotor vai adquirir os terrenos depois de obter interesse municipal.
Os terrenos estão dispersos por várias dezenas de hectares na Quinta da Ota e encontram-se classificados no Plano Director Municipal como espaço agro-florestal, florestal, reserva agrícola e reserva ecológica, sendo necessário dar interesse municipal para a sua desafectação.








