Integrada no programa do Supercars Endurance, a competição apoiada pela BMW España estreou-se com duas corridas intensamente disputadas, diferenças reduzidas entre os concorrentes e demonstrações claras do potencial do BMW M2 Racing enquanto plataforma de formação para jovens pilotos e, simultaneamente, opção atractiva para Gentleman Drivers.
Desde os primeiros quilómetros em pista tornou-se evidente que a filosofia do troféu monomarca está a cumprir os seus objectivos. Com três carros separados por margens mínimas ao longo de todo o evento, a luta pelas posições foi uma constante, colocando em destaque o talento dos pilotos e a capacidade das equipas para extrair o máximo rendimento de máquinas tecnicamente idênticas.
A primeira corrida ficou marcada pelo triunfo de Bernardo Passanha e Nathan Corbet, da FPAK Junior Team preparados pela a BeFast Motorsport. A dupla cruzou a linha de meta apenas 1,9 segundos à frente dos colegas de equipa Diego Sirgado e Gonçalo Moura, com Francisca “Kika” Queiroz, da LOB Motorsport, a terminar a apenas 2,4 segundos dos vencedores. O equilíbrio foi tal que as melhores voltas dos três BMW M2 Racing ficaram separadas por menos de quatro décimos de segundo.
A segunda corrida trouxe uma inversão de papéis. Depois de ter demonstrado um andamento muito competitivo ao longo de todo o fim-de-semana, Kika Queiroz fez um grande segundo turno da corrida, ultrapassando o carro #102 durante o período de paragem obrigatória nas boxes para depois envolver-se num grande despique com Diego Sirgado e finalmente conseguir levar preparado pela LOB Motorsport até à vitória. Diego Sirgado e Gonçalo Moura terminaram na segunda posição, enquanto Bernardo até à vitória. Diego Sirgado e Gonçalo Moura terminaram na segunda posição, enquanto Bernardo Passanha e Nathan Corbet completaram o pódio.
Os pilotos que subiram ao pódio receberam prémios monetários em cada uma das corridas - 1 800,00 euros para o primeiro classificado, 900,00 para o segundo e 300,00 para o terceiro. Para além disso, o vencedor da BMW M2 Cup Iberia de 2026 realizará, também, um teste com um BMW M4 GT4. Assim por exemplo Kika Queiroz receberá 2 100 euros graças aos resultados que conquistou em Jarama perante as 20 mil pessoas que passaram pelo circuito.

Um início prometedor
O entusiasmo gerado pela ronda inaugural não ficou limitado aos resultados. Entre os pilotos, a sensação dominante era a de que a BMW M2 Cup Iberia tinha correspondido às expectativas criadas durante os meses que antecederam a estreia.
Kika Queiroz foi uma das vozes mais entusiasmadas no final do fim-de-semana. A piloto da LOB Motorsport considera que a competição arrancou da melhor forma possível, destacando “uma grelha competitiva e um ambiente fantástico entre equipas e pilotos”. Para a portuguesa, o campeonato mostrou desde logo “um elevado nível competitivo”, criando “excelentes perspectivas para o resto da temporada”.
Também Diego Sirgado saiu de Jarama convencido de que a nova competição tem todos os ingredientes para se afirmar. O piloto da BeFast Motorsport sublinhou que “o arranque da BMW M2 Cup Iberia foi muito positivo”, apontando para “um fim-de-semana extremamente equilibrado e competitivo, que demonstrou o potencial desta nova competição”. Na sua opinião, o BMW M2 Racing “oferece um nível de performance bastante interessante e proporciona corridas muito disputadas”, sendo simultaneamente “uma experiência muito desafiante para os pilotos”.
A capacidade de crescimento do projecto foi outro dos aspectos destacados pelos participantes. Gonçalo Moura acredita que a competição poderá rapidamente ganhar dimensão, explicando que “é um campeonato que no futuro pode encher grelhas”. O jovem português considera que o facto de se tratar de “um troféu de carros todos iguais” constitui um dos seus maiores atractivos, precisamente por potenciar a competitividade.
A estreia teve um significado especial para Bernardo Passanha. O piloto da BeFast Motorsport chegou a Jarama sem qualquer experiência ao volante do BMW M2 Racing, mas adaptou-se rapidamente à nova realidade. “Foi um arranque desafiante porque chegámos à primeira corrida sem nunca ter guiado o carro”, recordou, acrescentando que conseguiu adaptar-se depressa a “um campeonato novo e com potencial”.
A experiência foi igualmente marcante para Nathan Corbet. Aos 17 anos, encontrou no BMW M2 Racing uma realidade bastante diferente daquela que conhecia até então. “Depois deste fim-de-semana em Jarama a conduzir o M2, já percebi porque é que a FPAK escolheu este carro para os pilotos do Junior Team de Velocidade”, afirmou. Apesar de nunca ter conduzido um automóvel de estrada, o jovem piloto destacou que a experiência lhe permitiu perceber que o BMW M2 Racing “vai ensinar várias coisas durante o ano”.

O BMW M2 Racing deixou boas sensações
Se o ambiente vivido no paddock deixou boas indicações para o futuro, aquilo que aconteceu em pista
Se o ambiente vivido no paddock deixou boas indicações para o futuro, aquilo que aconteceu em pista reforçou ainda mais essa percepção. As diferenças reduzidas entre os três carros presentes em Jarama e as constantes lutas por posição demonstraram que o BMW M2 Racing possui características particularmente adequadas para proporcionar corridas equilibradas e disputadas.
Diego Sirgado considera que uma das grandes forças da competição reside precisamente na igualdade mecânica entre os participantes. “Ao longo de todo o fim-de-semana assistimos a batalhas muito competitivas e equilibradas”, observou. O facto de todos utilizarem a mesma plataforma faz com que “o talento do piloto, a consistência e a estratégia assumam um papel determinante”, acreditando que, à medida que a grelha crescer, a BMW M2 Cup Iberia poderá proporcionar “algumas das corridas mais interessantes do panorama GT de entrada”.
Kika Queiroz partilha dessa análise. A vencedora da segunda corrida entende que “o BMW M2 Racing é um carro muito equilibrado” e que permite aos pilotos rodarem próximos uns dos outros, contribuindo para “corridas mais disputadas e emocionantes”. As batalhas e ultrapassagens vistas ao longo do fim-de-semana, considera, demonstram que o carro possui características ideais para “proporcionar espectáculo e valorizar o talento dos pilotos”.
Também Bernardo Passanha destaca o comportamento da máquina alemã. Na sua perspectiva, “o BMW M2 Racing é um carro equilibrado e acessível”, uma combinação que ajuda a aproximar os andamentos e a criar boas lutas em pista. Por isso, acredita que reúne “todas as características para proporcionar boas corridas ao longo da temporada”.
Gonçalo Moura vê vantagens semelhantes. Para o piloto português, “o M2 é um carro que pode trazer corridas muito divertidas e aguerridas”, tanto para quem conduz como para quem acompanha a competição. O facto de todos competirem com material idêntico faz com que os ritmos sejam naturalmente próximos, tornando as batalhas ainda mais intensas.
Nathan Corbet viveu essa realidade na primeira pessoa. Mesmo num circuito tradicionalmente difícil para ultrapassar como Jarama, o britânico encontrou várias situações em que teve de defender a sua posição.
“A competição foi bastante próxima”, recordou, acrescentando que houve momentos em que precisou “de proteger o meu lugar perante os restantes BMW M2 Racing em pista”.
O balanço dos pilotos
No final da ronda inaugural, os protagonistas fizeram igualmente um balanço positivo da sua participação em Jarama.
“Estou muito orgulhoso por a minha primeira vitória no desporto automóvel ter sido alcançada num BMW e estou entusiasmado para perceber como vai decorrer o resto da temporada”, afirmou Nathan Corbet.
Bernardo Passanha destacou a evolução conseguida ao longo do evento. “Desde os primeiros momentos senti-me confortável com o carro. Na qualificação, tinha a pole-position ao meu alcance, mas apanhei dois carros na última curva da minha melhor volta. Na primeira corrida conseguimos recuperar após um arranque menos conseguido e conquistar a vitória. Na segunda corrida as coisas foram mais complicadas, mas ainda temos muito para aprender sobre o carro e acreditamos que existe uma margem significativa de evolução”, afirmou.
Para Kika Queiroz, a vitória na segunda corrida foi a recompensa por um fim-de-semana de crescimento constante: “conseguimos evoluir ao longo de todo o fim-de-semana, melhorar o desempenho constante: “conseguimos evoluir ao longo de todo o fim-de-semana, melhorar o desempenho sessão após sessão e terminar com uma vitória, o que é um resultado muito especial para mim e para toda a equipa. Mais importante do que a vitória, fico satisfeita por ter sido um fim-de-semana consistente e por termos demonstrado que temos potencial para lutar pelos lugares da frente ao longo do campeonato”.
Diego Sirgado considera que a equipa sai de Jarama reforçada. “O balanço é claramente positivo. Fomos competitivos desde a primeira sessão e demonstrámos um ritmo muito forte ao longo de todo o fim-de-semana. Saímos de Jarama confiantes no potencial da equipa e do carro. Demonstrámos velocidade, consistência e capacidade para lutar pelas vitórias, o que nos deixa bastante motivados para as próximas etapas da temporada”, apontou.
Já Gonçalo Moura valorizou a experiência adquirida ao volante de uma máquina que desconhecia por completo: “este primeiro fim-de-semana em Jarama foi sobretudo uma aprendizagem. Não conhecia o carro, os pneus nem a pista. Foi um autêntico desafio. Consegui fazer quilómetros importantes e perceber melhor o funcionamento do carro. Agora queremos aplicar tudo o que aprendemos na próxima corrida”.
Depois de uma estreia promissora em Jarama, a BMW M2 Cup Iberia regressará à competição entre os dias 25 e 27 de Setembro, no Circuit Ricardo Tormo, em Valência, onde os protagonistas da nova competição monomarca da BMW España voltarão a medir forças numa temporada que começou sob o signo do equilíbrio e da competitividade, já com mais carros em pista.
