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Monday, 08 June 2026 20:35

Max Huber faz a 'dobradinha' em Jarama

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Historic Endurance - Jarama - Corrida 2 – Resumo

O circuito madrileno não desiludiu os 20.000 espectadores presentes no Jarama Classic e a segunda corrida do Historic Endurance teve tudo aquilo que esperávamos: lutas em pista, estratégias de corrida diferentes, várias incertezas e muita emoção, com 31 carros tão diferentes em pista.

Com partida para as 11h50 locais, o circuito de Jarama recebeu as equipas do Historic Endurance com bastante calor; as temperaturas chegaram aos 32 ºC. O público aderiu em massa, com 20.000 espectadores presentes, num ambiente de grade entusiasmo e animação. No paddock, as pérolas do Historic Endurance foram as figuras centrais.

Depois da incontestável vitória na primeira corrida, Max Huber, no Shelby Cobra 427 era o grande favorito, mas as corridas são todas diferentes e 50 minutos, com paragem obrigatória, para além de todas as variáveis que ninguém controla, deixavam antever surpresas.

Para além dos rivais do dia anterior — o Porsche 911 3.0 RS de Bastos Rezende e o Ford GT40 de Jordi Puig — juntava-se mais um Cobra, o Shelby Daytona de Ralf Huber. Este, no entanto, partia da última posição, já que a grelha para a segunda corrida segue a classificação da primeira.

Os potentes Jaguar E da JAC Motors Team e Porsche 911 3.0 RS da HY Racing estavam apenas uma fila à frente dos diminutos Lotus Seven (Centro Clássico) e Merlyn Mk4 (Foguete Racing).

Na partida, o Cobra esticou os músculos do seu V8 com mais de sete litros e desapareceu da vista na curva 1. O GT40 foi o único que conseguiu acompanhar, a uma distância segura.

O abandono prematuro do Merlyn (Carlos Barbot/Filipe Vieira de Campos) levou à entrada do Safety Car.

Entretanto, na primeira volta, o Shelby Daytona já tinha ganho dez lugares e estava às portas do top-20.

Na volta 3 retomou-se a corrida, e Ralf Huber era agora 18º, enquanto o Escort de Filipe Carvalho/António Carmona batalhava com o Datsun 240Z de Ralf Schnitzler.

O Shelby Mustang GT350R de Ernesto Silva Vieira/André Castro Pinheiro mantinha-se temporariamente à frente do Porsche 911 RS 3.0 de Olivier Muytjens/Brice Pineau.

A diferença entre os dois primeiros na sexta passagem pela meta era de seis segundos, com o Porsche de Bastos Rezende à mesma distância do GT40.

Entretanto, depois de uma recuperação notável, o Shelby Daytona parou nas boxes, perdendo duas voltas no processo. À meia hora de prova começaram as paragens, enquanto o E-Type de Jaspers e o 911 RS de Bastos Rezende lutavam em pista pela terceira posição, quando o piloto do Porsche dobrava carros mais lentos. 

Na frente, o GT40 parou primeiro, na volta 12, ao mesmo tempo que o Jaguar e o Lotus Seven, de João Mira Gomes/Nuno Afoito, que estava na quinta posição. O Porsche 911 ST (Piero dal Maso/Guilherme dal Maso), que rodava em sexto, também parou.

Finalmente, o líder foi às boxes, o mesmo sucedendo com o 911 de Bastos Rezende, que seguia em segundo. Ambos voltaram à pista nessas posições, permitindo um interessante duelo entre o Porsche e o GT40, que perdeu tempo na volta de saída. Nas voltas seguintes, trocaram de posições de forma bastante espetacular e emocionante, até que o GT40 conseguiu a ultrapassagem no final da reta da meta, quando faltavam pouco mais de 15 minutos para o final da corrida. Apesar de o Porsche ter continuado a pressionar, o GT40 foi aumentando, lentamente, a diferença.

Um pouco mais atrás, Guillaume Huber, no Ford Mustang, aproximava-se e passava o Porsche dos Dal Maso, para a nona posição. Até ao fim, voltariam a trocar de posição.

A 11 minutos do fim, problemas mecânicos para o Datsun 240Z, que parou na décima-sexta volta, obrigaram à entrada do Safety Car. Quatro voltas depois, com pouco mais de três minutos para o final da corrida, voltámos à bandeira verde, com o Cobra a ganhar quase instantaneamente uma reta de avanço.

O GT40 desenvencilhou-se rapidamente do trânsito — havia muitos carros entre o primeiro e segundo — não permitindo a Bastos Rezende disputar a posição.

Houve tempo ainda para desistência do Escort Mk2 de Carvalho/Carmona, poucos segundos antes de Max Huber cortar a meta, vencendo de forma muito convincente esta segunda corrida do Historic Endurance em Jarama. Puig foi segundo, Bastos Rezende, terceiro. Laurent Jaspers garantiu o quarto lugar e todos eles venceram as respetivas categorias.

Luís Sousa Ribeiro foi o melhor dos GDS, tendo aparentemente resolvido os problemas de travões no seu Ford Cortina Lotus.

A vitória no Index de Performance — a classificação distinta que premeia a excelência técnica e a consistência, independentemente da velocidade absoluta — foi para o Lotus Elite da dupla Martin Aubert e Pedro Moriyon, o que lhes valeu um exclusivo relógio suíço da prestigiada marca Cuervo y Sobrinos, símbolo de tradição e requinte e um parceiro de longa data do Historic Endurance. Luís Sousa Ribeiro, no Ford Cortina Lotus e Laurent Jaspers, no Jaguar E-Type ficaram, respetivamente, em segundo e terceiro.

Foi uma corrida cheia de motivos de interesse, com algumas intervenções do safety car, paragens nas boxes e muitas ultrapassagens, o que foi baralhando as posições e obrigado pilotos e equipas a adaptarem-se aos desafios.

O Historic Endurance regressa à pista nos dias 4 e 5 de Julho, para os 400 km de Paul Ricard. Espera-os uma aventura inédita, num dos mais emblemáticos circuitos europeus.

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