O Rali Terras d'Aboboreira foi o primeiro palco do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale no Campeonato de Portugal de Ralis. José Pedro Fontes e Inês Ponte terminaram a prova no quarto lugar, venceram no Campeonato de Portugal de Masters de Ralis e mostraram velocidade suficiente para ambicionar algo mais. No entanto, alguns contratempos condicionaram o resultado, deixando, ainda assim, sinais muito encorajadores quanto ao potencial da nova máquina italiana.
A prova começou de forma prometedora. Na PEC1, Fontes entrou forte e registou o quarto melhor tempo absoluto, terceiro no CPR, um resultado que deixou a equipa confiante para o que se seguia. A tendência foi, no entanto, travada na PEC2, onde o piloto perdeu uma posição na geral, descendo para o quarto posto — posição que acabaria por manter até ao final do primeiro dia. Um problema na caixa de velocidades, logo na PEC1, acabou por comprometer os primeiros quilómetros.
O sábado começou com uma penalização de 10 segundos que complicou as contas da dupla da Sports & You. Mesmo assim, Fontes não baixou os braços e respondeu com a sua habitual determinação, mantendo-se na luta pelo quarto lugar no CPR, terminando a Power Stage como o terceiro mais rápido. O quarto posto final não serve de recompensa por todo o esforço aplicado, mas deu um vislumbre da capacidade do Ypsilon Rally2 HF Integrale.
José Pedro Fontes: "Terminar um rali no quarto lugar nunca será motivo de satisfação para mim. No entanto, dadas as circunstâncias, não posso ficar muito desagradado. Tivemos um problema na caixa de velocidades logo na PEC1 que nos atrasou bastante. Mesmo assim, conseguimos ficar relativamente perto dos primeiros lugares. A penalização de 10 segundos também nos prejudicou, mas terminámos com um resultado positivo.
Foi o primeiro passo de uma caminhada que vai ter sucesso. Mas há trabalho pela frente, há todo um desenvolvimento de um carro novo a ser feito. A maioria dos testes tem sido realizada com pneus diferentes dos que utilizamos e, como tal, a informação de base que temos é francamente reduzida.
Mais do que o resultado, fico muito entusiasmado com o potencial que o carro demonstrou. Já há muito tempo que não éramos tão competitivos em terra. São sinais muito encorajadores. Temos um CPR muito forte, com vários candidatos às vitórias, e estou convicto de que estaremos também nesse lote”.
O quarto lugar no CPR e o triunfo no Masters representam um arranque de temporada desafiante, mas positivo, em que o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale mostrou um pouco do que é capaz. A estreia serviu para confirmar a competitividade da máquina italiana nos troços nacionais e para identificar os pontos a trabalhar nas próximas provas do campeonato. Segue-se um dos momentos mais esperados do ano: o Rally de Portugal.


