O Rally de Lisboa abriu os desafios em asfalto e, para a equipa de Aguiar da Beira, só faltou mesmo a vitória de Rúben Rodrigues e Rui Raimundo. Sem pontuar nesta prova para o CPR, por opção, o piloto açoriano tirou excelentes conclusões neste importante “treino” em asfalto:
“Foi um excelente rali e um teste muito conseguido. Primeiro perceber, depois pressionar, foi aquilo que fizemos, com um segundo dia muito competitivo, com a vitória a fugir apenas por um segundo e o melhor tempo na “Power Stage”. Acho que mostrámos as nossas capacidades e, embora sem pontuar para o CPR, foi um rali muito positivo e sem correr riscos. Se existiam dúvidas, ficou confirmado, tendo contado com um carro impecável, sem qualquer tipo de problemas. Pretendíamos ganhar quilómetros e perceber o que podemos melhorar para o Rali de Castelo Branco”, disse Rúben Rodrigues.

Paulo Neto e Carlos Magalhães acabaram por assinar uma prova positiva em termos da classificação geral, mas essencialmente na classificação para o CPR:
“Foi um pouco como planeado e para o campeonato acabou por ser ainda melhor. O carro esteve impecável ao longo da prova, e penso que este foi mais um desafio que conseguimos ultrapassar. Cada vez mais adaptado à condução do Fabia RS, estou confiante para as provas que se seguem”, concluiu Paulo Neto.

Paulo Caldeira e Ricardo Faria voltaram ao asfalto, num rali rápido e exigente, onde as coisas poderiam ter corrido melhor:
“Não correu como esperava. Faltou-me algum ritmo, apesar do carro e do navegador terem estado sempre ao mais alto nível. Numa prova rápida e algo técnica, há na verdade diversas coisas a melhorar. Nesta fase de asfalto não vou a Castelo Branco, mas quero estar presente na Madeira”, disse Paulo Caldeira.

Ricardo Sousa e Luís Marques estrearam-se aos comandos de um carro da categoria Rally2. Uma experiência que só não foi totalmente positiva, devido a um problema técnico com a bomba de água do Skoda antes da última especial do primeiro dia de prova. Uma penalização total de 8 minutos, tirou a equipa de uma posição entre os dez primeiros da prova. Apesar disso, ficaram excelentes indicadores:
“A diferença é abismal, do dia para a noite, e adorei ter conduzido um carro desta categoria. Apesar de tudo foi uma experiência bastante positiva, que gostaria de voltar a repetir” disse Ricardo Sousa.
A ARC Sport ficou apenas a um segundo da vitória no Rally de Lisboa. No entanto, a equipa de Aguiar da Beira, só pode fazer um balanço positivo nesta participação dos quatro carros com que participou na prova lisboeta:
“Foi mesmo por pouco, apesar da excelente e inteligente prova do Rúben. Ficam também notas muito positivas para a experiência do Ricardo e para as participações do Paulo Neto e Paulo Caldeira, assim como para toda a nossa equipa, que se mostrou, uma vez mais, à altura dos diferentes desafios que enfrentámos”, afirmou Augusto Ramiro.


