Ao volante do novo Škoda Fabia RS Rally2 e acompanhado por António Coelho, o piloto cumpriu os principais objetivos traçados para uma prova encarada, acima de tudo, como uma oportunidade para recuperar ritmo competitivo e voltar a somar quilómetros em pisos de terra.
Sem competir neste tipo de terreno desde o Rali de Portugal de 2025, Ernesto Cunha iniciou a prova com uma abordagem cautelosa. Depois do 12.º tempo na primeira especial, a dupla começou desde logo a mostrar sinais de evolução, terminando a primeira etapa na décima posição da geral.
“Desde o Rali de Portugal de 2025 que não fazíamos uma prova em terra e não tínhamos uma grande expectativa em termos de resultado, até porque foi a primeira vez que conduzi este carro neste tipo de piso. Além disso, queríamos realizar um bom trabalho de base, visto que tanto eu como o António Coelho estamos a iniciar a nossa jornada enquanto equipa. No primeiro dia entrámos cautelosos e com alguma falta de ritmo, o que é normal dadas as circunstâncias, mas fomos conseguindo alguns bons resultados nas especiais”, explica Ernesto Cunha.

O dia de sábado confirmou a evolução sentida ao longo dos primeiros quilómetros. Cunha entrou particularmente bem na segunda etapa, assinando o quinto melhor tempo na primeira passagem por Messines e subindo de imediato ao oitavo lugar. A progressão continuou nas especiais seguintes, chegando à sexta posição da geral após a primeira passagem por São Marcos da Serra.
Durante a segunda passagem pelos troços, alguma quebra de ritmo acabou por fazer a dupla perder algum do terreno recuperado durante a manhã. Ainda assim, Ernesto Cunha manteve uma abordagem consistente e concluiu a Powerstage na oitava posição da geral, fechando dessa forma uma prova marcada pela evolução e pela adaptação ao novo Škoda Fabia RS Rally2 em terra.
“No sábado de manhã considero que entrámos bem na segunda etapa da prova. A meio do rali sentimos alguma quebra de ritmo e é aí que temos de trabalhar a consistência. Como o nosso foco não era o resultado final, acaba por ser um excelente trabalho. Quisemos acima de tudo rodar, experimentar o carro e voltar a ter contacto com a terra. Dentro dos objetivos que tínhamos definido, estamos bastante satisfeitos”, conclui o piloto.
O oitavo lugar à geral encerra assim um fim de semana importante para Ernesto Cunha e António Coelho, no qual a dupla conseguiu cumprir a totalidade do percurso, desenvolver o trabalho com o Škoda Fabia RS Rally2 e recuperar sensações competitivas num dos pisos onde o piloto não competia há mais de um ano.


