O piloto português, que partilhou os comandos do Cadillac da Wayne Taylor Racing com os norte-americanos Ricky e Jordan Taylor, cruzou a linha de meta longe dos lugares que ambicionava, fruto de uma sucessão de contratempos sobretudo penalizações e alguma falta de performance face à concorrência direta.
Apesar de a equipa ter entrado em pista com o claro objetivo de discutir os lugares da frente e de ter acreditado piamente que seria possível, a dureza da mítica prova francesa obrigou o trio a uma corrida de constante recuperação. No rescaldo de uma maratona tão exigente, Filipe Albuquerque não escondeu alguma frustração, mas fez questão de enaltecer o espírito de sacrifício de toda a estrutura. "Demos absolutamente tudo o que tínhamos, mas Le Mans voltou a não jogar a nosso favor", começou por lamentar o piloto de Coimbra. "Sabíamos que tínhamos ritmo e uma equipa fantástica para lutar no topo, e sonhámos que podia ser possível, mas pequenos problemas e as penalizações que fomos sofrendo acabaram por ditar o nosso resultado. A determinada altura deixámos de ter a performance ideal em pista e tudo se torna uma subida íngreme", sublinhou.
Mesmo com as contrariedades a afastarem o Cadillac da frente da corrida, os pilotos da Wayne Taylor Racing mantiveram-se focados em levar o protótipo até à bandeirada de xadrez, demonstrando uma enorme resiliência.
Para Albuquerque, esse foi o principal motivo de orgulho no final das 24 horas de competição. "O lado positivo é a resiliência: nunca baixámos os braços e levámos o carro até ao fim. Tivemos já na parte final alguma dificuldade em aceitar o desfecho, mas saímos daqui de cabeça erguida e com os olhos postos no futuro, até porque fomos muito melhores que o ano passado e isso é muito positivo", concluiu o piloto português, já focado em traduzir o verdadeiro potencial do carro nas próximas rondas do Campeonato Norte Americano de Resistência.


