O desfecho surgiu numa fase em que a equipa procurava recuperar posições após um primeiro dia marcado por alguns contratempos.
O regresso aos ralis começou com desafios logo nas primeiras especiais. Entre pequenos problemas mecânicos e um ligeiro erro de percurso na classificativa inaugural, a dupla viu-se obrigada a gerir várias situações que acabaram por condicionar o andamento ao longo da jornada de sexta-feira.
“Durante o primeiro dia tivemos alguns pequenos problemas que fomos resolvendo, mas acabámos por perder algum tempo. Na primeira especial cometemos um ligeiro erro no percurso e depois tivemos algumas situações mecânicas que também nos condicionaram. Na especial noturna, um sensor impediu o carro de funcionar em pleno”, explicou Ernesto Cunha.

Apesar das dificuldades, a equipa conseguiu aumentar progressivamente a confiança e recuperar terreno, encerrando o primeiro dia em 4º lugar da classificação geral, uma posição que mantinha intactas as aspirações para a segunda etapa. Depois da assistência, o Subaru apresentou-se em melhores condições e a dupla entrou determinada a reduzir a diferença para os adversários da categoria Spirit. A resposta foi imediata, com Ernesto Cunha a vencer a primeira especial do dia entre os concorrentes da categoria Spirit.
“Entrámos para o segundo dia com vontade de recuperar. O carro tinha sido revisto e estava a corresponder muito bem. Conseguimos vencer a primeira especial do dia na categoria Spirit e entrámos na seguinte com um ritmo forte e focados em continuar a recuperação”, referiu o piloto. No entanto, quando a recuperação ganhava forma, um problema no motor acabou por colocar um ponto final na participação da equipa.
“Já estávamos em terceiro lugar da geral e queríamos continuar a atacar os lugares da frente, mas a meio da especial surgiu um problema no motor que nos impediu de continuar. Infelizmente fomos obrigados a desistir, mas faz parte dos ralis. Agora vamos rever o carro, melhorar o que for necessário e voltar em força na próxima edição”, concluiu Ernesto Cunha.
Apesar da desistência, a participação no RallySpirit permitiu demonstrar competitividade num dos mais emblemáticos eventos do calendário nacional, num fim de semana marcado pelo regresso à competição e pelo entusiasmo de voltar a integrar uma prova que continua a reunir alguns dos mais icónicos automóveis da história dos ralis e milhares de apaixonados pela modalidade.


